Reforma Tributária • IBS • CBS • Créditos • Split Payment

Reforma Tributária: o que muda para sua empresa?

A transição já começou e os impactos podem variar conforme a atividade, estrutura da empresa, geração de créditos, modelo de negócios e perfil dos clientes.

Na Hares, a Reforma Tributária é analisada com responsabilidade técnica, sem promessas prontas e sem alíquotas tratadas como definitivas antes da consolidação de cada cenário.

A Reforma não afeta todas as empresas da mesma forma

A criação do IBS e da CBS muda a lógica da tributação sobre o consumo no Brasil, com impacto sobre operações, créditos, documentos fiscais, contratos, formação de preços e fluxo de caixa.

Empresas com maior volume de insumos e compras tributadas podem ter uma dinâmica diferente das empresas com pouca geração de créditos.

Por isso, mais importante do que buscar uma resposta genérica é entender como a sua atividade será afetada na prática.

Conceitos que sua empresa precisa entender

A Reforma Tributária traz novos termos que devem fazer parte das decisões empresariais nos próximos anos.

Novo imposto

IBS

Imposto sobre Bens e Serviços, ligado à substituição gradual de ICMS e ISS.

Contribuição federal

CBS

Contribuição sobre Bens e Serviços, relacionada à substituição de PIS e COFINS.

Atenção aos créditos

Crédito financeiro

A lógica de créditos tende a ser central para medir competitividade, preço e impacto final.

Fluxo de caixa

Split Payment

Mecanismo que pode separar o valor do tributo no momento da liquidação financeira da operação.

Mudança gradual

Período de transição

As alterações serão implementadas em etapas, exigindo acompanhamento constante.

Tributo regulatório

Imposto Seletivo

Tributo voltado a produtos e atividades definidos pela legislação, com finalidade regulatória.

Segmentos que merecem atenção especial

Cada setor possui composição de custos, créditos, margens e obrigações próprias. A análise precisa respeitar essa realidade.

Prestadores de Serviços

Atividades com menor volume de insumos podem sentir impactos relevantes na carga efetiva.

Acompanhar regulamentação

Comércio

Compras, estoques, créditos e formação de preços passam a exigir atenção redobrada.

Créditos e margem

Indústria

Setor com maior potencial de análise de créditos, insumos, cadeia produtiva e preço final.

Alto potencial de créditos

Agronegócio

Produtores, comercialização, insumos e regimes específicos exigem análise cuidadosa.

Regimes específicos

Saúde

Clínicas, profissionais e estruturas societárias terão impactos distintos conforme o modelo de operação.

Avaliação individual

Construção Civil

Contratos, materiais, incorporações e serviços podem ter efeitos diferentes na transição.

Contratos e custos

Locação de Imóveis

PF, PJ e holding patrimonial exigem comparação entre tributação, gestão e sucessão.

PF x PJ x Holding

Transportes

Combustíveis, insumos, frota e créditos podem influenciar o resultado tributário.

Operação e créditos

Empresas que tendem a gerar mais créditos

Empresas com compras relevantes, aquisição de insumos, mercadorias ou serviços tributados podem ter maior potencial de aproveitamento de créditos no novo modelo.

Isso não significa automaticamente menor carga tributária. A análise deve considerar preço, margem, cadeia de fornecedores, regime do cliente e documentação fiscal.

Indústrias

Maior presença de insumos e cadeia produtiva.

Comércio atacadista

Compras, estoques e revenda exigem controle.

Distribuidores

Margem e crédito podem alterar competitividade.

Empresas intensivas em insumos

A composição dos custos passa a ser decisiva.

Serviços intelectuais

Menor volume de insumos pode reduzir aproveitamento.

Profissionais liberais

Estrutura operacional costuma ser mais enxuta.

Parte das atividades de saúde

Impacto varia conforme estrutura e enquadramento.

Locações imobiliárias

Exige análise entre PF, PJ e estrutura patrimonial.

Empresas com menor aproveitamento de créditos

Algumas atividades possuem menor volume de aquisições tributadas ou estrutura operacional mais leve. Nesses casos, o impacto pode ser diferente.

O cuidado está em evitar comparações rasas. A Reforma deve ser analisada por atividade, operação, regime, perfil do cliente e cadeia econômica.

Locação de Imóveis

Aluguéis, Pessoa Física, Pessoa Jurídica e Holding Patrimonial

A locação de imóveis merece uma análise própria. O melhor caminho pode variar conforme quantidade de imóveis, faturamento, objetivo patrimonial, sucessão familiar e estrutura de administração.

Quantos imóveis posso ter na Pessoa Física?

Não existe uma regra simples dizendo que até determinada quantidade de imóveis a locação deve permanecer obrigatoriamente na pessoa física.

Existe limite de faturamento para aluguel no CPF?

Não há um teto isolado de faturamento que, sozinho, obrigue automaticamente a abertura de empresa. O contexto patrimonial e operacional precisa ser avaliado.

Quando analisar uma Holding?

A holding pode ser avaliada quando há múltiplos imóveis, patrimônio familiar relevante, sucessão, gestão patrimonial ou aquisição recorrente de bens.

PF x PJ x Holding não é apenas conta de imposto

A análise deve considerar carga tributária, custos de manutenção, documentação, sucessão familiar, organização patrimonial, risco operacional e objetivos de longo prazo.

Uma estrutura aparentemente mais econômica pode não ser a mais adequada quando se observa o conjunto da operação.

Pessoa Física

Pode ser simples, mas exige controle e atenção à evolução patrimonial.

Pessoa Jurídica

Pode trazer organização operacional, mas possui obrigações e custos próprios.

Holding Patrimonial

Pode apoiar organização patrimonial e sucessória, desde que exista análise técnica prévia.

O que é Split Payment?

O split payment pode alterar a dinâmica de recebimento, recolhimento e fluxo de caixa das empresas.

1

Venda ou prestação

A operação ocorre normalmente, com destaque das informações fiscais necessárias.

2

Liquidação financeira

No pagamento, o valor do tributo pode ser segregado conforme regras aplicáveis.

3

Impacto no caixa

A empresa precisa acompanhar recebimentos, créditos, tributos e disponibilidade financeira.

Linha do tempo da Reforma Tributária

A implementação ocorre de forma gradual. Por isso, o planejamento deve acompanhar a transição ano a ano.

26

2026 — Ano de teste

Início da fase de testes da CBS e do IBS, com necessidade de adaptação de sistemas e documentos fiscais.

27

2027 — Entrada da CBS

A CBS passa a ganhar protagonismo com a substituição de PIS e COFINS, conforme regras de transição.

29

2029 a 2032 — Transição do IBS

Redução gradual de ICMS e ISS e avanço do IBS no novo modelo de tributação sobre o consumo.

33

2033 — Novo sistema consolidado

Previsão de consolidação do novo modelo, com maior relevância da análise de créditos, cadeia econômica e destino.

Como a Hares pode auxiliar

O objetivo não é vender uma resposta pronta, mas entender o impacto da Reforma conforme a realidade de cada empresa.

Diagnóstico tributário

Análise da atividade, regime atual, operações e perfil de clientes.

Mapeamento de créditos

Identificação de pontos que podem gerar ou limitar aproveitamento de créditos.

Revisão de preços e contratos

Avaliação de contratos, composição de custos e impacto na margem.

Acompanhamento da transição

Monitoramento das mudanças legais e seus reflexos práticos.

Perguntas Frequentes

Não necessariamente. Os impactos variam conforme atividade, regime tributário, estrutura de custos, geração de créditos, perfil dos clientes e período de transição.

Prestadores com menor volume de insumos podem ter menor aproveitamento de créditos. A análise deve considerar atividade, regime atual, estrutura de custos e perfil dos clientes.

Empresas com compras relevantes, insumos, mercadorias e serviços tributados tendem a demandar maior controle de créditos, especialmente comércio, indústria e distribuidores.

A locação de imóveis deve ser analisada conforme pessoa física, pessoa jurídica ou holding patrimonial, considerando faturamento, quantidade de imóveis, habitualidade, sucessão e custos de manutenção.

Não existe uma regra única baseada apenas na quantidade de imóveis. A análise envolve valor dos aluguéis, habitualidade, organização da atividade e objetivos patrimoniais.

O Simples Nacional não acaba automaticamente, mas empresas optantes também devem avaliar impactos relacionados a IBS, CBS, créditos e competitividade na cadeia.

É um mecanismo de segregação do valor do tributo no momento da liquidação financeira, podendo afetar recolhimento, créditos e fluxo de caixa.

A análise deve começar antes dos efeitos financeiros definitivos, porque contratos, preços, documentos fiscais, sistemas e fluxos internos podem exigir adaptação gradual.

A Reforma Tributária não afeta todas as empresas da mesma forma.

Conheça os impactos esperados para sua atividade e prepare sua empresa para os próximos anos com segurança técnica.

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